O Brasil registrou em 2025 um recorde histórico de entrada de turistas estrangeiros – de 9,3 milhões, o que representa um aumento de 37,1% em relação a 2024 – impulsionado pelo “soft power” do país, estratégia que vem se consolidando como um dos principais motores do crescimento do turismo, que representa 8% do PIB.
Entre o conjunto de valores intangíveis que formam o “soft power”, elementos como música, gastronomia e receptividade e diversidade do povo brasileiro ajudam a construir uma imagem positiva e a criar uma conexão emocional decisiva para atrair turistas.
“Quando alguém vê o Brasil numa série, quando escuta nossa música, quando acompanha nossas festas, isso desperta um desejo real de vir ao país. É o que temos visto nos números: 2024 e 2025 foram anos históricos”, explicou em entrevista à Agência EFE o presidente da Embratur, Marcelo Freixo.Ele ressaltou que esse soft power, quando combinado a uma estratégia clara de promoção internacional, contribui para movimentar a economia, gerar empregos e levar desenvolvimento a mais regiões do país.
Força competitiva
“O soft power talvez seja o nosso diferencial mais poderoso. Existem muitos destinos bonitos no mundo, mas poucos têm o conjunto simbólico e emocional que o Brasil carrega”, frisou Freixo, que, por isso, considera esse patrimônio “uma força competitiva gigantesca”.O presidente da Embratur explicou que o Brasil sempre utilizou sua força cultural na promoção internacional, mas que, nos últimos anos, essa abordagem passou a ser parte de uma estratégia explícita, organizada e acompanhada por dados. Nesse marco, a Embratur lançou oficialmente, no fim de 2025, a campanha internacional “Brasil. It’s a vibe. Come experience it” (“Brasil. É uma vibe. Venha vivê-la”, em tradução livre), com o objetivo de continuar impulsionando o fluxo de visitantes estrangeiros.
“No curto prazo, queremos manter e acelerar o ritmo de crescimento nas chegadas internacionais e aumentar a receita média por turista, ou seja, ampliar os gastos que esses convidados realizam no nosso país, movimentando ainda mais a nossa economia”, afirmou.No médio prazo, segundo Freixo, a expectativa é fortalecer a imagem do Brasil como potência cultural e criativa, diversificar os destinos visitados e ampliar oportunidades para setores como gastronomia, música, audiovisual e comunidades tradicionais.
”É uma estratégia que não quer só volume, mas qualidade e impacto econômico real”, disse.