MGI Tech faz parceria com a Universidade Federal do Pará para promover pesquisas focadas na preservação da biodiversidade na Amazônia

(Informação concedida pela entidade que a assina)

A pesquisa, baseada no sequenciamento genético do pirarucu e de outras espécies, visa contribuir para a preservação ambiental e gerar conhecimento para estudos futuros

A MGI Tech Co., Ltd. (“MGI”), uma empresa dedicada ao desenvolvimento de ferramentas e tecnologias essenciais que impulsionam a inovação no campo de ciências da vida, uniu esforços com a Universidade Federal do Pará (UFPA) para enfrentar os desafios da biodiversidade na floresta amazônica usando tecnologia avançada de sequenciamento. O projeto de pesquisa pioneiro baseado no sequenciamento genético de peixes e outras espécies pode abrir um novo caminho para melhorar a preservação da biodiversidade amazônica.

A floresta amazónica, que abriga cerca de 50% da biodiversidade mundial, enfrenta enormes desafios. De acordo com um estudo do Instituto Tecnológico Vale (ITV), pelo menos 83%[1] das espécies amazónicas devem ser preservadas para manter o equilíbrio ecológico da região. Contudo, um estudo[2] realizado em 81 comunidades amazônicas constatou que a população de pirarucus estava extinta em 19% dessas áreas, reduzida (quase extinta) em 57% e superexplorada em 17%. A perda dessa biodiversidade prejudica a função fundamental da floresta na manutenção de todo o ciclo hidrológico. O estudo destaca que a cobertura florestal é responsável por regular o caudal dos rios e transferir grandes volumes de água para a atmosfera, o que sustenta diretamente os habitats aquáticos de espécies como o pirarucu.

O foco inicial da pesquisa é o pirarucu (Arapaima gigas), o maior peixe de água doce da Amazônia, que pode chegar a pesar mais de 100 quilos e consta da Lista da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES).[3].

O principal objetivo da pesquisa é conter o avanço da pesca predatória do pirarucu nos rios da Amazônia, incentivando a reprodução em cativeiro, impulsionada pela crescente demanda nacional e internacional.

O estudo foi coordenado pelo professor Sidney Santos, do Laboratório de Genética Humana e Médica do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA. A pesquisa da UFPA analisou mais de 100 peixes e fez o sequenciamento completo de dois espécimes de pirarucu. “Para uma produção cativa sustentável, precisávamos de realizar duas etapas importantes. Primeiro, facilitamos a reprodução por meio de um hormônio específico, o GNRH. Uma vez concluída essa etapa, através do sequenciamento genético, tivemos de demonstrar que a carne de peixe vendida e exportada provinha realmente de um determinado stock reprodutor. Para isso, desenvolvemos testes de paternidade específicos que permitem identificar a origem do produto, seja ele proveniente de uma determinada fazenda ou da natureza”, explica o professor Santos.

O pesquisador salienta que a criação de pirarucus em cativeiro também beneficiará as comunidades locais a longo prazo. Ao mitigar a pesca excessiva, a população de peixes que se reproduzem naturalmente nos rios aumentará, contribuindo tanto para a atividade pesqueira quanto para a segurança alimentar.

“Isso já foi comprovado com outro peixe icónico da Amazônia, o tambaqui, que também começou a ser criado com sucesso em cativeiro”, observa. “Mais importante ainda, como o DNA é universal, este modelo pode ser aplicado a todas as espécies amazónicas, incluindo o filhote, que, tal como o pirarucu, pode pesar mais de 100 quilos e enfrenta a sobrepesca, bem como a algumas espécies de tartarugas”, acrescenta. O estudo também se estende a outras espécies nativas, como o filhote (Brachyplatystoma filamentosum) e as tartarugas amazónicas (Podocnemis expansa).

Novos caminhos a partir do genoma

“Há uma grande diferença entre o que se pode observar a olho nu e a base de informações que o sequenciamento é capaz de gerar. Eu diria que o sequenciamento é a base de todas as informações que você pode obter”, afirma o professor Santos. O sequenciamento genético avançado proporciona um nível de detalhe, velocidade e escala que os métodos de pesquisa tradicionais não conseguem alcançar. Enquanto as técnicas convencionais podem analisar alguns marcadores genéticos, o sequenciamento de alto rendimento gera uma base de dados abrangente de todo o genoma de um organismo. Essa abundância de informações é vital para o desenvolvimento de ferramentas altamente precisas, como os testes de paternidade usados neste projeto, e para a compreensão da diversidade genética essencial aos robustos programas de conservação e reprodução sustentável.

Este ano, a universidade recebeu o sequenciador genético DNBSEQ-T7, o único aparelho com essa tecnologia disponível no setor público em toda a região amazônica. Trata-se de um sequenciador de DNA de alto rendimento conhecido por sua velocidade, desempenho, flexibilidade e relação custo-benefício.

Nesta pesquisa, o DNBSEQ-T7 foi utilizado no sequenciamento completo do genoma das amostras de pirarucu. Os dados resultantes forneceram a base genética detalhada necessária para apoiar a investigação sobre o GNRH e identificar marcadores únicos para o desenvolvimento de testes de paternidade específicos, permitindo um rastreamento preciso da origem dos peixes. “Todos os dados produzidos pelo equipamento serão repassados a pesquisadores de universidades parceiras em toda a Amazônia brasileira, promovendo o avanço científico e o desenvolvimento de novas aplicações. A MGI é um parceiro importante nos grupos de pesquisa envolvidos”, afirma o professor Santos.

“Conhecemos menos de 1% do que a Amazônia possui. A preservação é impossível sem conhecimento. Para trabalharmos verdadeiramente na conservação, devemos investir fortemente na compreensão da genética dessas espécies. O que mais me motiva é preparar o ambiente para as gerações futuras, ou seja, proteger a Amazônia.

É a primeira vez que nossa tecnologia é aplicada a espécies ligadas à biodiversidade do país, algo tão essencial no contexto global. Isso demonstra como a tecnologia genômica pode promover avanços não apenas na saúde e na agricultura, mas também na sustentabilidade ambiental”, afirma Carlos Carpio, diretor da MGI para a América Latina.

O impacto global da preservação da AmazôniaA saúde da Amazônia transcende as fronteiras do Brasil e afeta diretamente o equilíbrio climático do planeta. O pirarucu, uma espécie icónica ameaçada pela sobrepesca, serve como um poderoso estudo de caso sobre como a ciência pode impulsionar soluções sustentáveis. Com a COP30 acontecendo em Belém em 2025, a busca por estratégias de conservação eficazes e com base em dados se torna ainda mais urgente. A MGI está comprometida em apoiar a sustentabilidade ambiental através da sua tecnologia, demonstrando que a inovação genómica é um aliado indispensável na proteção do nosso património natural comum e na transformação do conhecimento em ações eficazes.

Referências:

[1] Tereza Cristina Giannini, Caroline Oliveira Andrino, Rafael Gomes Barbosa-Silva, José A. Bitencourt, Rafael C. Borges, Renata R. Brito, Rosane Cavalcante, Claudia P.W. Costa, Sidnei Dantas, Markus Gastauer, Vitor F. Gomes, Ulysses, M. Maia, Felipe Martello, Leonardo Miranda, Sâmia Nunes, Guilherme Oliveira, Amanda Paracampo, Paulo R. Pontes, Silvio Ramos, José E. Santos Jr, Jacobus Biesmeijer. Medindo o capital natural das florestas amazônicas: um estudo de caso da Floresta Nacional de Carajás, Brasil. https://doi.org/10.1016/j.ecoser.2025.101734

[2] “Compreendendo as extinções causadas pela pesca na Amazônia”. Disponível em https://leandrocastello.org/wp-content/uploads/2017/11/2014-Castello-et-al-extinctions.pdf

[3] Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES). Anexos I, II e III válidos a partir de 25 de maio de 2024. https://cites.org/sites/default/files/eng/app/2024/E-Appendices-2024-05-25.pdf

Video

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Foto

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FONTE MGI TECH

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