Fotografía cedida por Javier Saldivia que muestra la reunión de recicladores de la Cooperativa El Molle, en Valparaíso (Chile). EFE/ Javier Saldivia /SOLO USO EDITORIAL/ NO VENTAS/ SOLO DISPONIBLE PARA ILUSTRAR LA NOTICIA QUE ACOMPAÑA (CRÉDITO OBLIGATORIO)

Reciclagem inclusiva no Chile fatura mais de US$ 2 milhões em 2024

Um projeto inclusivo no Chile conseguiu se tornar lucrativo ao conectar grandes empresas com cooperativas de recicladores, que até agora se dedicavam à coleta individual de resíduos.

Somente em 2024, esses recicladores faturaram mais de US$ 2 milhões prestando serviços aos Sistemas de Gestão, sob a Lei de Responsabilidade Estendida do Produtor, conhecida como Lei REP, de acordo com números fornecidos pela Fundação Avina.

Fotografía cedida por Anselmo Córdova que muestra el encuentro 'Red Latinoamericana de Recicladores de Base' en Santiago (Chile). EFE/ Anselmo Córdova /SOLO USO EDITORIAL/ NO VENTAS/ SOLO DISPONIBLE PARA ILUSTRAR LA NOTICIA QUE ACOMPAÑA (CRÉDITO OBLIGATORIO)
Fotografia cedida por Anselmo Córdova mostrando o encontro da ‘Rede Latino-Americana de Recicladores de Base’ em Santiago, Chile. EFE/Anselmo Córdova /USO EDITORIAL EXCLUSIVO/PROIBIDA A VENDA/DISPONÍVEL APENAS PARA ILUSTRAR A MATÉRIA EM ACOMPANHAMENTO (CRÉDITO OBRIGATÓRIO)

Para 2025, “as projeções estimam que as vendas podem atingir de US$ 4,5 milhões a US$ 5 milhões, consolidando um modelo que está transformando vidas, territórios e o sistema de reciclagem do país”, segundo estimativas da fundação.

Criada há três décadas, a Avina é uma organização que busca impulsionar processos colaborativos que gerem mudanças sistêmicas em favor da dignidade humana e do cuidado com o planeta.

“O Chile é um país referência na América Latina, é um dos países mais avançados nessa área, e os números são enormes, o que é muito positivo”, afirmou Antonia Garcés, coordenadora programática da Fundação Avina e coordenadora da Latitud R no Chile.

Esse grande avanço no Chile foi possível, acima de tudo, graças a uma aliança estratégica forjada em 2021 entre a Associação Nacional de Recicladores do Chile (ANARCH), a Latitud R, filial regional da Fundação Avina, e a Cooperativa Araucanía Hub, uma equipe técnica especializada na criação e desenvolvimento de cooperativas no setor de reciclagem.

Em outubro de 2023, após dois anos de trabalho territorial, começaram a ser assinados os primeiros acordos formais entre cooperativas e Sistemas de Gestão, marcando o início de um novo ciclo para os recicladores.

Pela primeira vez, eles se tornaram prestadores diretos de serviços essenciais, como coleta seletiva domiciliar, operação e retirada em pontos verdes, administração da infraestrutura de reciclagem, retirada especializada, classificação e valorização de materiais.

Até o momento, existem mais de 25 acordos assinados e mais de 15 cooperativas trabalhando diretamente com os sistemas, lembrou Garcés.

“Uma lei como a REP, que incorpora a inclusão dos recicladores de base no mercado, coloca você em uma posição muito maior, muito mais importante do que talvez qualquer outra profissão”, destacou.

Fotografía cedida por Anselmo Córdova que muestra la reunión 'Latitud R - Reciclaje Inclusivo para la Economía Circular' en la que participan Directores del Banco Interamericano del Desarrollo de distintos países, representantes del sector público y recicladores de base, en Santiago (Chile). EFE/ Anselmo Córdova /SOLO USO EDITORIAL/ NO VENTAS/ SOLO DISPONIBLE PARA ILUSTRAR LA NOTICIA QUE ACOMPAÑA (CRÉDITO OBLIGATORIO)
Fotografia cedida por Anselmo Córdova mostrando o encontro ‘Latitude R – Reciclagem Inclusiva para a Economia Circular’ em Santiago, Chile, com a presença de diretores do Banco Interamericano de Desenvolvimento de diversos países, representantes do setor público e recicladores comunitários. EFE/Anselmo Córdova /USO EDITORIAL EXCLUSIVO/PROIBIDA A VENDA/DISPONÍVEL APENAS PARA ILUSTRAR A NOTÍCIA EM ANEXO (CRÉDITO OBRIGATÓRIO)

Em 2025, a ANARCH deu mais um passo ao criar cinco federações de Cooperativas de Recicladores de Base, uma estrutura inédita no Chile que permitiu fortalecer a representação territorial e política do setor e avançar em direção a salários dignos e estabilidade em um setor com ampla informalidade.

Atualmente, e de acordo com dados da Avina, há mais de 200 pessoas empregadas em cooperativas com um salário médio de US$ 700, quase o dobro do que havia antes da lei REP, e um investimento de US$ 270 mil em financiamento público destinado ao fortalecimento das cooperativas.

“Este processo mostra que, quando se articulam financiamento, assistência técnica e organização social, os recicladores de base podem transitar para condições de trabalho dignas e sustentáveis”, explicou a Avina. EFE