Central da Endesa em As Pontes (Corunha, Espanha). EFE/Kiko Delgado

Italiana Enel prevê investir 45.000 milhões de euros até 2024 e 170.000 até 2030

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A italiana Enel, principal acionista da espanhola Endesa e com grande presença na América Latina, vai investir cerca de 45.000 milhões de euros no período 2022-2024, mais 12% em comparação com 2021-2023, e aproximadamente 170.000 milhões de euros até 2030, mais 6% do que o calculado para 2021-2030, segundo o seu plano estratégico apresentado esta quarta-feira.

Novo plano estratégico

O novo plano estratégico que o grupo energético italiano comunicou ao mercado prevê que o resultado líquido aumente mais de 20% nos próximos três anos, até chegar a entre 6.700 milhões e 6.900 milhões de euros em 2024.

A Enel calcula que o seu resultado operativo bruto (ebitda) ficará entre 21.000 milhões e 21.600 milhões de euros em 2024, mais 12% face aos entre 18.700 milhões e 19.300 milhões de euros com os quais prevê fechar 2021, e o dividendo por ação para 2024 será de 0,43 cêntimos, mais 13% que os 0,38 cêntimos deste ano.

Entre 2022 e 2024, a Enel espera investir à volta de 43.000 milhões de euros através do modelo de negócio tradicional, que a Enel denomina de ‘Ownership’, e outros 2.000 milhões de euros no âmbito do modelo de negócio ‘Stewardship’ através de injeções de capital e aquisições de participações minoritárias, ao mesmo tempo em que prevê mobilizar outros 8.000 milhões de euros de investimentos de terceiros.

Na década de 2020-2030, a Enel calcula que o seu lucro líquido irá aumentar entre 6 e 7% em termos de taxa de crescimento anual composta, e que o seu ebitda irá subir entre 5 e 6%.

A companhia italiana, entre 2021 e 2030, quer mobilizar investimentos por um total de 210.000 milhões de euros, 170.000 milhões dos quais serão investidos diretamente pela Enel, mais 6% que no plano de 2021-2030, e outros 40.000 milhões de euros por terceiros.

Desses 170.000 milhões de euros, 160.000 milhões serão investidos através do modelo ‘Ownership’, e quase metade (perto de 70.000 milhões de euros) será dedicada a renováveis, para o qual se prevê um aumento de aproximadamente 84 gigawatts (GW) de capacidade, 9 GW destes correspondentes a armazenamento, elevando a 129 GW a capacidade instalada renovável a nível consolidado para 2030.

Outros 70.000 milhões de euros irão para o negócio de infraestruturas e redes, o que representa um aumento de 10.000 milhões de euros em comparação com o plano anterior, e estes estarão concentrados sobretudo na Europa, com o objetivo de reforçar a posição do grupo como operador global.

Os outros 10.000 milhões de euros serão parte do modelo de negócio ‘Stewardship’, ao mesmo tempo em que o grupo prevê mobilizar novos investimentos de cerca de 40.000 milhões de euros por parte de terceiros, principalmente em países onde a geração não está integrada com os clientes, em novas geografias ou em áreas onde o grupo pode melhorar a sua experiência na oferta de serviços aos parceiros.

Acelerar a consecução dos seus objetivos

Com esta atribuição de capital, a Enel pretende acelerar a consecução dos seus objetivos de eletrificação e descarbonização.

A empresa italiana antecipa os seus compromissos de zero emissões em 10 anos, de 2050 a 2040, tanto para emissões diretas como indiretas, e confia em que o valor criado para os clientes implique uma redução de até 40% na sua despesa energética, paralelamente a uma redução de até 80% da sua impressão de carbono em 2030.

Para 2030, a Enel espera atingir uma capacidade renovável global de cerca de 154 gigawatts (GW), triplicando a sua pasta para 2020, e ampliar a pasta de clientes da rede em 12 milhões, assim como promover a eletrificação do consumo de energia, aumentando quase 30 % os volumes de eletricidade vendidos e focando-se no desenvolvimento de serviços «para além dos produtos básicos».