Aladi busca impulsionar comércio de PMEs entre os países da América Latina

Estimular o comércio entre os países latino-americanos, com ênfase especial  nas PMEs da região, é o principal objetivo da conferência “Países Ciclos”, iniciativa promovida pela Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) que será realizada de junho a agosto.

Durante esse período, serão realizadas várias reuniões entre autoridades nacionais e representantes da Aladi para fornecer informações atualizadas de cada país sobre como aproveitar os acordos comerciais assinados no âmbito da associação e as possibilidades comerciais.

Esse projeto, que teve  início no ano passado, já conta com mais de  100 mil registros gratuitos no diretório da plataforma Pymes Latinas Grandes Negócios (PLGN), a plataforma da Aladi para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs)..

 

Conexão comercial

 

Da mesma forma, mais de 40.000 empresas e mais de 36.000 produtos em toda a região foram registrados gratuitamente, desta vez por meio da Conexão Empresarial, ferramenta da Aladi para encontrar parceiros comerciais.

“O Ciclo Países surgiu da conveniência de alinhar esforços entre os diferentes países-membros, o setor produtivo das partes e as agências responsáveis pela promoção do comércio inter-regional”, disse à Agência EFE Alejandro Bonilla, chefe do Departamento de Acordos e Negociações da Aladi.

A instituição foi fundada em 1980, com o Tratado de Montevidéu, e até hoje tem mais de 100 acordos sobre diferentes assuntos, principalmente voltados para a integração regional.

“Queremos reativar as vantagens e as possibilidades de gerar negócios na região, enfrentando a reorganização geográfica das áreas de produção e, com isso, promover a geração de empregos na região”, explicou Bonilla, que garantiu que os países membros da Aladi “têm elementos suficientes para aproveitar este momento”.

Nesse sentido, as empresas que fazem parte desse projeto têm acesso a um serviço de informações individualizado sobre as oportunidades e os benefícios derivados dos acordos comerciais da Aladi, indicadores com as capacidades de exportação de seu país e a demanda regional, além de treinamento no uso de ferramentas digitais.

De fato, em seu site, elas contam com um Centro Virtual de Formação no qual os usuários podem acessar diferentes cursos online para aprimorar seus conhecimentos, por exemplo, sobre boas práticas de comércio eletrônico.

 

Aladi se concentra nas PMEs

Por esse motivo, Bonilla destacou que a maioria das empresas da região é de PMEs, e que, por isso, “a ênfase e concentra” nelas, mas ele também enfatizou que a estratégia da Aladi busca “integrar e ter conhecimento e produtos que sejam úteis para qualquer tamanho de empresa”.

“Trabalhamos para padronizar o uso de conceitos, elementos e desafios que o comércio internacional representa, incluindo esse importante setor de PMEs, seja como exportadores diretos ou como parte de cadeias de valor”, acrescentou.

No dia 30 de maio, o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, afirmou o potencial de um instrumento como a Aladi durante a reunião de presidentes da região, convocada em Brasília  por seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

“Nossa posição não é de satisfação com o que o Mercosul tem feito em termos de agenda interna e externa, e temos que melhorar a inserção dos países do bloco. Temos a Aladi, e acho que estamos desperdiçando o instrumento”, disse o presidente uruguaio.

O presidente eleito do Paraguai, Santiago Peña, destacou durante sua visita ao Uruguai em 29 de maio que essa organização “tem as ferramentas legais para acelerar o processo de integração comercial e econômica para um Mercosul mais unido e mais forte”.

A Aladi conta com 63 profissionais especializados em diferentes áreas que trabalham juntos para capacitar as empresas dos países membros.

Nesta primeira etapa, que vai de quinta-feira passada até a próxima sexta-feira, o Ciclo Países terá como foco as empresas de Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Panamá e Venezuela.

A próxima edição do evento será realizada de 21 a 29 de agosto e terá como foco os casos de Brasil, Paraguai, Bolívia, Peru, Argentina e Uruguai.EFE