Aladi defende transição digital para fortalecer PMEs na América Latina

Montevidéu (EFE) – A luta contra a obsolescência e a adoção da digitalização são fundamentais para o desenvolvimento e para o fortalecimento das pequenas e médias empresas (PMEs) na região, de acordo com o secretário geral da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), Sergio Abreu.

Por isso, o político uruguaio, reeleito para comandar a instituição em agosto, durante a XIX Reunião do Conselho de Ministros da Aladi, realizada em Montevidéu, afirmou em seu discurso de posse que defenderá estas pautas durante seu segundo mandato e destacou a importância de acompanhar a transformação “significativa” pela qual o mundo está passando.

“Os dois grandes desafios que o mundo, o comércio e as economias enfrentam hoje estão relacionados à produtividade e à competitividade. Portanto, a luta hoje é contra o que é obsoleto: tudo o que não se encaixa nas necessidades do momento”, frisou.

Abreu disse que a associação, formada por 13 países latino-americanos – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela – deve dar uma “enorme ênfase à tecnologia”.

IMPORTÂNCIA DAS MPMES

Para o ex-ministro de Relações Exteriores do Uruguai, apoiar as capacidades das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) é fundamental porque elas constituem “mais de 90% da estrutura produtiva da região”.

Além disso, como  as mulheres são a maioria dos chefes de família na região, ele também enfatizou a necessidade de que o desenvolvimento das MPMEs seja baseado em uma perspectiva de gênero.

INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA

Para fazer frente ao desafio de aumentar o comércio intra-regional na América Latina, que está em 12% em comparação com regiões como Ásia, Europa, América do Norte ou África, onde estes índices se encontram entre 50% e 60%, o uruguaio defendeu melhorias em infraestrutura e logística como “chave para o aumento da competitividade”.

“Um caminhão não pode passar dois ou três dias em uma fronteira sem ter condições de transportar suas mercadorias”, exemplificou ele.

DISPUTAS IDEOLÓGICAS

Por outro lado, Abreu recordou que disputas ideológicas “não são bem-vindas em nenhum aspecto” na associação latino-americana, pois o compromisso é “com a integração” e lembrou, ainda, que a modernidade do comércio exige “respostas adequadas e vontade política” dos governos. EFE