A vereadora de Cultura, Património e Educação Artística da Câmara Municipal de Braga, Catarina Miranda, defendeu que, para chegar a novos públicos e aproximar a cultura das gerações mais jovens, é necessário abrir os espaços culturais da cidade a associações locais e trabalhar em sintonia com as mesmas. EFE/David Fernández

Braga defende a colaboração com associações locais para aproximar a cultura dos jovens

A vereadora de Cultura, Património e Educação Artística da Câmara Municipal de Braga, Catarina Miranda, defendeu esta quarta-feira que, para chegar a novos públicos e aproximar a cultura das gerações mais jovens, é necessário abrir os espaços culturais da cidade a associações locais e trabalhar em sintonia com as mesmas.

Miranda participou numa nova edição do evento Diálogos EFE – Desayunos Ibéricos, que teve o título ‘Braga-Madrid: Património e cultura como modelos de desenvolvimento turístico’ e que foi realizado na sede da Agência EFE em Madrid, no qual esteve acompanhada pela delegada da área de Cultura, Turismo e Desporto da Câmara de Madrid, Marta Rivera de la Cruz.

Durante a sua participação, a vereadora bracarense explicou as estratégias culturais da cidade relativamente ao turismo e à cultura, cujo foco, segundo as suas palavras, é que os habitantes também possam usufruir do património local e o sintam como seus.

A vereadora de Cultura, Património e Educação Artística da Câmara Municipal de Braga, Catarina Miranda (d), con la delegada da área de Cultura, Turismo e Desporto da Câmara de Madrid, Marta Rivera de la Cruz, no evento Diálogos EFE - Desayunos Ibéricos, que teve o título 'Braga-Madrid: Património e cultura como modelos de desenvolvimento turístico' e que foi realizado na sede da Agência EFE em Madrid. EFE/David Fernández
A vereadora de Cultura, Património e Educação Artística da Câmara Municipal de Braga, Catarina Miranda (d), con la delegada da área de Cultura, Turismo e Desporto da Câmara de Madrid, Marta Rivera de la Cruz, no evento Diálogos EFE – Desayunos Ibéricos, que teve o título ‘Braga-Madrid: Património e cultura como modelos de desenvolvimento turístico’ e que foi realizado na sede da Agência EFE em Madrid. EFE/David Fernández

“A intenção (de Braga) é que a cidade não deixe de ser a cidade das pessoas que vivem nela”, explicou Miranda, dando como exemplo a ‘Noite Branca’, “uma festa no espaço público” que inclui a ampliação do horário de funcionamento de museus e outros espaços culturais com a colaboração de associações locais.

De acordo com a vereadora, entre os principais objetivos estão conseguir atrair os adolescentes à cultura e que estes descubram o património das cidades.

Neste contexto, Catarina Miranda destacou o espaço GNRation, concebido para a Capital Europeia da Juventude -ostentada por Braga no ano de 2012- e que se tem mantido como legado da cidade com uma programação muito centrada nas artes digitais e, como enfatizou, de forma gratuita.

A vereadora da cidade minhota também comentou que foram colocadas em andamento iniciativas como a ‘Memória do Lugar’, um programa de visitas guiadas destinado a “chamar a atenção dos cidadãos para as ruas que atravessam todos os dias”.

Nesses itinerários é possível conhecer o património material e imaterial de uma cidade “com muitas camadas de história”, desde o património romano até ao barroco e que, em 2025, foi nomeada Capital Portuguesa da Cultura, algo muito importante “para que nascesse o movimento associativo local (…). Agora temos de lhes dar espaço”.

Além disso, Braga participa no programa nacional ‘Lojas Com História’ para proteger estabelecimentos comerciais tradicionais e de artesanato.

Acerca de Madrid, Miranda aproveitou a oportunidade para destacar o conhecido como ‘Paisaje de la Luz’ (‘Paisagem da Luz’), uma zona à volta do Paseo del Prado da capital espanhola declarada património mundial da UNESCO em 2021 e que inclui várias atrações culturais, como museus nacionais ou jardins históricos, localizadas na mesma zona: “Adoro a ideia do património como paisagem e como forma de integração dos cidadãos”. EFE