Cidade do México (EFE) – No Dia Mundial da Reciclagem, a Coca-Cola anunciou como meta reciclar 100% de suas embalagens até 2030 em toda a América Latina, uma iniciativa que faz parte de um contexto regional no qual a capacidade de gestão de resíduos continua sendo um desafio crítico para os setores público e privado.
Francisco Balbuena, diretor sênior de Operações de Sustentabilidade da Coca-Cola América Latina, destacou a urgência de melhorar a infraestrutura de reciclagem na região.
“A baixa capacidade de reciclagem é um dos desafios que já está sendo enfrentado por meio de investimentos na operação de plantas de reciclagem e na implementação de iniciativas público-privadas para a gestão de resíduos”, disse Balbuena.
O relatório “What a Waste 2.0” de 2022 do Banco Mundial destaca a magnitude do problema: a América Latina gera aproximadamente 430.000 toneladas de resíduos por dia, dos quais apenas 4,5% são reciclados.
Esse cenário levou a Coca-Cola a intensificar seus esforços sob o propósito global “Refresque o mundo e faça a diferença”, com o objetivo de coletar e reciclar o equivalente a 100% de suas embalagens até 2030.
Parcerias público-privadas
Balbuena destacou que as soluções colaborativas são fundamentais para alcançar “Um mundo sem resíduos”. Nesse sentido, a Coca-Cola fortaleceu suas alianças com parceiros, organizações e comunidades que integram a cadeia de valor da reciclagem.
Uma das iniciativas mais notáveis é o investimento de cerca de US$ 178,1 milhões feito em 2023 por parte da Coca-Cola México Arca Continental e dos acionistas da PetStar.
Esse investimento aumentará a capacidade de coleta da PetStar de oito para mais de 40 pontos no México e expandirá a capacidade de reciclagem de 58.000 para 84.000 toneladas de PET por ano.
Além disso, a Coca-Cola lançou o programa “Aliados para a Reciclagem” (adaptado para “Juntos pela Reciclagem” em Colômbia, Peru, Equador e Bolívia), que reúne organizações sociais e internacionais, fundações, governos e cidadãos para reduzir o desperdício e incentivar a reciclagem.
Essa rede de alianças inclui iniciativas como a LatitudR em toda a América Latina, a SUEMA no México, a ReciVici no Equador, a Recicla LATAM no Peru e a Biosfera GT na Guatemala.
Patricia Gamboa, da Biosfera GT, elogiou o impacto positivo desses projetos na qualidade de vida dos trabalhadores da fábrica, que agora têm acesso à seguridade social e ao emprego formal graças à rede “Aliados da Reciclagem”. EFE