(Informação concedida pela entidade que a assina)
A empresa encerrou o primeiro semestre do ano com um resultado líquido de 1.470 milhões de euros, o que representa um aumento de 41% face ao mesmo período do ano anterior.
O EBITDA atingiu 3.240 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2026, mais 20% do que em 2025, graças ao crescimento de todas as áreas de negócio e ao maior contributo das atividades reguladas, que já representam cerca de 50% do total.
A empresa reforça a sua solidez financeira e aumenta o investimento bruto em 14%, para 1.100 milhões de euros, com a rede de distribuição como principal protagonista. A Endesa consolida assim a sua aposta na eletrificação e no desbloqueio da ligação de nova procura industrial.
O negócio das redes contribui com 36% do EBITDA total, ou seja, 1.200 milhões de euros, o que representa um aumento de 24%, enquanto o investimento nesta atividade sobe 38% em termos homólogos, para 600 milhões de euros, correspondendo a mais de metade (52%) de todo o investimento da Endesa no semestre.
O volume de produção de origem renovável cresce para 11 TWh, permitindo à Endesa alcançar 86% de produção elétrica sem emissões na Península Ibérica.
No negócio da comercialização, a empresa prevê um cenário concorrencial mais racional e sustentável após as mais recentes medidas regulatórias. Além disso, reforçará a sua rede de lojas, com a abertura de 50 novos estabelecimentos entre o restante de 2026 e 2027, que se somarão às 370 já em funcionamento em Espanha e Portugal. A empresa reforçará igualmente a sua aproximação aos clientes nativos digitais e impulsionará a sua estratégia de parcerias para promover vendas cruzadas, com o objetivo de aumentar a carteira de clientes, reforçar a sua fidelização e criar valor a longo prazo.
Ao nível financeiro, a empresa gerou um fluxo de caixa de 2.300 milhões de euros no semestre, encerrando o período com uma dívida líquida de 10.300 milhões de euros (face aos 10.100 milhões no final de 2025). O custo médio da dívida diminuiu para 3,2% e o rácio dívida líquida/EBITDA situou-se em 1,6 vezes.
A empresa identifica três desafios fundamentais para o setor: investir nas redes para impulsionar a eletrificação; facilitar novas ligações que permitam a descarbonização da procura industrial e residencial; e consolidar o modelo de empresa integrada, que constitui uma vantagem competitiva num contexto de volatilidade dos mercados.
A Endesa apresentou hoje os resultados do primeiro semestre do ano, tendo obtido até junho um resultado líquido de 1.470 milhões de euros, o que representa um aumento de 41% face ao mesmo período do ano anterior.
Este resultado, num contexto de volatilidade contínua decorrente da instável situação geopolítica mundial, foi possível graças ao crescimento registado pela empresa em todas as áreas de negócio e ao maior contributo das atividades reguladas, apoiado também por determinados impactos positivos não recorrentes. Estas atividades representam 50% do EBITDA, que atingiu 3.240 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, correspondendo a um crescimento de 20% face a 2025.
Este crescimento sustentável e previsível dos resultados levou a Endesa a comunicar ao mercado que o resultado líquido ordinário no final do ano deverá situar-se acima dos 2.400 milhões de euros, superando a estimativa de 2.300–2.400 milhões apresentada em fevereiro. Esta revisão em alta constitui “um sinal claro da robustez do nosso modelo de negócio e da nossa capacidade de transformar uma sólida execução operacional em maior rentabilidade para os nossos acionistas”, explicou a empresa aos analistas financeiros durante a apresentação dos resultados semestrais.
Os resultados foram alcançados num contexto de preços médios competitivos no mercado grossista ibérico de eletricidade, apesar da volatilidade e do aumento dos custos com serviços complementares associados à denominada operação reforçada implementada pelo operador do sistema. O preço médio no semestre foi de 73 €/MWh, incluindo um custo médio de 23 €/MWh em serviços complementares, menos 8% do que no mesmo período de 2025. A procura ajustada cresceu cerca de 1% em termos homólogos, impulsionada pelo consumo doméstico, pelo setor dos serviços e pela indústria.
Neste sentido, a empresa destaca que a evolução dos preços grossistas na Península Ibérica evidencia a importância de promover a independência energética através da eletrificação, da expansão das energias renováveis, do armazenamento de energia e do investimento nas redes elétricas. A Espanha é um bom exemplo da competitividade em termos de preços proporcionada por um mix energético deste tipo, permitindo aos consumidores poupar cerca de 3.500 milhões de euros desde o início da guerra no Irão.
Por sua vez, o investimento bruto aumentou 14% nos primeiros seis meses do ano, atingindo 1.100 milhões de euros, dos quais 52% foram destinados à rede de distribuição. Desta forma, a Endesa reforça a sua aposta na eletrificação e no desbloqueio da ligação de nova procura industrial, aumentando o investimento em redes em 38%, para 600 milhões de euros. A atividade de distribuição já contribui com 36% do EBITDA total, ou seja, 1.200 milhões de euros, mais 24% do que no ano anterior.

Neste sentido, a Endesa valoriza o mais recente Real Decreto aprovado ontem, que permitirá aumentar significativamente o limite de investimento na rede de distribuição, proporcionando uma maior margem para acelerar a concretização dos investimentos de capital (capex) nos próximos anos.
Paralelamente, a produção renovável aumentou 11%, alcançando 11 TWh, graças ao crescimento da capacidade instalada e ao aumento da produção das diferentes tecnologias. Assim, a empresa consolida um mix de geração cada vez mais sustentável, com 86% da produção peninsular proveniente de tecnologias sem emissões, reforçando o compromisso da Endesa com a transformação do modelo energético e com uma carteira mais sustentável, flexível e orientada para a descarbonização.
No negócio da comercialização, a empresa prevê um cenário concorrencial mais racional e sustentável após as mais recentes medidas regulatórias. A carteira de clientes de eletricidade no mercado livre situou-se em 6,3 milhões.
Ao mesmo tempo, a Endesa continuará a reforçar a sua rede de lojas, que já ultrapassa as 370 unidades em Espanha e Portugal. A empresa irá igualmente intensificar a sua proximidade aos clientes nativos digitais e impulsionar a sua estratégia de parcerias, com o objetivo de promover vendas cruzadas, aumentar a carteira de clientes, reforçar a sua fidelização e criar valor a longo prazo. Os primeiros resultados desta estratégia já começam a ser visíveis, através da redução dos custos de serviço e da diminuição dos níveis de incumprimento de pagamento.
Desempenho financeiro
A empresa gerou um fluxo de caixa de 2.300 milhões de euros durante o semestre e encerrou o período com uma dívida líquida de 10.300 milhões de euros, face aos 10.100 milhões registados no final de 2025. O custo médio da dívida diminuiu para 3,2% e o rácio dívida líquida/EBITDA situou-se em 1,6 vezes, refletindo a robustez da sua posição financeira.
Este aumento do investimento foi acompanhado por uma evolução positiva da margem de contribuição, que atingiu 4.253 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, face aos 3.812 milhões registados um ano antes, e por um EBITDA de 3.240 milhões de euros. Estes resultados evidenciam a capacidade da empresa para continuar a impulsionar investimentos estratégicos em energias renováveis, redes e eletrificação, mantendo simultaneamente a solidez operacional e a disciplina financeira.
A esta evolução junta-se a melhoria das margens unitárias da eletricidade e do gás. A margem unitária da eletricidade no mercado livre situou-se em 56 €/MWh, 6% mais do que no ano anterior, apesar do aumento dos custos dos serviços complementares. Já a margem unitária do gás manteve-se praticamente estável, uma vez que a redução dos volumes de vendas elevou a margem para 11 €/MWh, mais 7% em termos homólogos. Este desempenho foi possível graças ao modelo integrado da Endesa, que permitiu mitigar os efeitos da volatilidade e preservar margens sólidas tanto na eletricidade como no gás.
A Endesa continua a transformar a sua eficiência em poupanças concretas, reduzindo os custos fixos em 8% face ao ano anterior (1.014 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, comparativamente com 1.104 milhões de euros no mesmo período de 2025). Estes resultados decorrem do programa de transformação da empresa, que engloba mais de 500 iniciativas focadas na simplificação e agilização de processos, otimização de ativos e aceleração da digitalização. Como resultado, a empresa conseguiu absorver a inflação e os custos associados ao crescimento da atividade, mantendo simultaneamente uma rigorosa disciplina de custos e sustentando a expansão contínua do negócio.
Relativamente ao programa de recompra de ações, a Endesa indicou que, até junho, tinha executado mais de 50% do plano, com a aquisição de 35 milhões de ações (1.100 milhões de euros dos 2.000 milhões previstos) e a amortização de 17 milhões de ações. A empresa anunciou ainda o lançamento do sexto tramo do programa de recompra, no valor de 500 milhões de euros, reforçando o seu compromisso com a criação de valor para os acionistas.
Entre os principais desafios futuros identificados para o setor, a Endesa destaca três prioridades: investir nas redes para impulsionar a eletrificação e acelerar os investimentos; facilitar novas ligações que permitam a descarbonização da procura industrial e residencial; e consolidar o modelo de empresa integrada, que constitui uma vantagem competitiva num contexto de elevada volatilidade dos mercados.
AGENCIA EFE S.A.U.,S.M.E. não se responsabiliza pela informação que contém esta mensagem e não assume nenhuma responsabilidade perante terceiros sobre o seu conteúdo total, estando igualmente desresponsabilizada da entidade autora do mesmo. Agência EFE reserva-se o direito de distribuir o comunicado de imprensa na linha de notícias ou de o publicar no EFE Comunica.