Nova York (EFE) – O Peru tem como objetivo aumentar as exportações de serviços para os Estados Unidos, um mercado que considera “prioritário”, segundo explicou em uma entrevista à Agência EFE em Nova York a presidente da Comissão de Promoção de Exportações e Turismo do país sul-americano (Promperu), Angelica Matsuda.
Durante a visita oficial aos EUA, Matsuda afirmou que a oferta peruana de serviços aos cidadãos americanos inclui viagens, transporte e seguros, entre outros setores que estão tentando se recuperar das perdas sofridas durante a pandemia de covid-19.
Ela destacou que a ideia é incorporar, a partir de agora, atividades como “design, programação e questões tecnológicas” nessas áreas.
De acordo com a representante da Promperu, as indústrias criativas e de tecnologia são setores nos quais o país “está colocando muito foco” e onde acredita ter um “enorme potencial de crescimento”.
DIVERSIFICAÇÃO DE EXPORTAÇÕES
Matsuda afirmou querer que as exportações de fibras naturais, como a alpaca, se juntem às de gêneros alimentícios, como uvas, aspargos, abacate e mirtilos, que cresceram “exponencialmente” para os Estados Unidos, tornando o país o segundo maior mercado para as exportações peruanas, depois da China.
Diante desse contexto, a Promperu decidiu mudar sua estratégia para promover o turismo, as exportações, os investimentos e a imagem do país, com o objetivo de criar maior sinergia entre as diferentes ofertas, em vez de diferenciá-las.
Por isso, de forma paralela à Assembleia Geral da ONU deste ano, a entidade organizou em Nova York um fórum “que busca atrair investidores dos Estados Unidos para o Peru e que, ao mesmo tempo, está promovendo o setor têxtil, o turismo e outros produtos”.
ATRAIR JOVENS E CRIAR EXPERIÊNCIAS
Para o Peru, os EUA são “um mercado muito importante” do ponto de vista turístico, e para aumentar o fluxo de visitantes o país andino apostará em “atrair jovens” e se concentrará em criar “experiências” para os diferentes públicos.
Neste sentido, Matsuda explicou que o país quer diversificar a oferta turística das principais atrações, que são Machu Picchu e Cuzco, para “encontrar novos nichos em aventura, natureza e experiência local”.
Apesar das recorrentes crises políticas que o Peru tem enfrentado nos últimos anos, Matsuda garantiu que o país é “seguro e confiável” e conta “com uma política econômica totalmente estável” para os investidores.
“O Peru tem uma estrutura macroeconômica totalmente estável e que é muito amigável em termos de tributação, facilidades de investimento e um ambiente muito amigável para fazer negócios”, acrescentou. EFE