PMEs buscam, em Cuba, novas oportunidades de negócios na América Latina e no Caribe

Havana – Com o objetivo de ampliar a colaboração e os contatos comerciais na região, começou na segunda-feira, em Havana, a 10ª Reunião Macroempresarial Multissetorial da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi).

O evento está sendo realizado presencialmente pela primeira vez desde a pandemia de Covid-19 e conta com a participação de 368 empresas dos 13 países membros da Aladi, 83 delas de Cuba. 

Com relação à presença de companhias estrangeiras, destacam-se países como a Colômbia, com mais de 50 empresas presentes, o Equador, com 37, e o México, com 33. 

Durante a inauguração, que contou com a presença do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e que ocorreu no Palácio de Convenções de Havana, a primeira vice-ministra de Comércio Exterior e Investimentos Estrangeiros do país caribenho, Ana Teresita González, disse que o evento se concentrará no “intercâmbio de mercadorias nos setores de agronegócios e pecuária: alimentos e bebidas; biotecnologia e produtos farmacêuticos; têxteis, vestuário e calçados, plásticos, contêineres e embalagens”.

Ela também destacou que a reunião constitui “uma oportunidade para as empresas cubanas” que, em sua opinião, sofrem com obstáculos devido às sanções impostas pelos Estados Unidos à ilha.

OPORTUNIDADES PARA EMPRESÁRIOS

A macro rodada de negócios é realizada desde 2014 com o objetivo de aumentar as oportunidades de crescimento de empresas regionais na América Latina e do Caribe.

Durante o evento, que termina no dia 4 de outubro, pequenas e médias empresas latino-americanas poderão trocar e promover seus produtos e buscar alianças comerciais.

Em entrevista à Agência EFE, a subsecretária de Cooperação, Assistência Técnica e Apoio aos Países de Menor Desenvolvimento Econômico Relativo da Aladi, Mónica Martínez, destacou que, depois das nove reuniões virtuais realizadas nos últimos três anos, voltar aos encontros presenciais é um “prazer” para a Associação.

“Sempre haverá desafios, (como) mobilizar cerca de 500 empresários (…) é um desafio logístico que acreditamos valer a pena porque permite essa conexão, sobretudo, para os pequenos e médios empreendedores, que normalmente não têm essa oportunidade”, acrescentou.

Martínez lembrou que a Aladi financia a participação de compradores e exportadores, com o pagamento de despesas como passagem aérea e acomodação, um fator que pode ser decisivo para a participação de muitas empresas.

CONVERSAS ENTRE EMPRESÁRIOS DA REGIÃO

De acordo com Martínez, durante esses dois dias haverá mais de 5.000 reuniões bilaterais de negócios agendadas.  

“Quanto mais os empresários, especialmente os de pequeno e médio porte, se conhecerem, mais eles fortalecerão a comunidade empresarial latino-americana, que é o que estamos buscando”, concluiu.

A Aladi é formada por 13 países membros da região, incluindo Argentina, Brasil, Colômbia e México. 

A organização foi criada após a assinatura do Tratado de Montevidéu, em 1980, e seu objetivo principal é chegar a acordos regionais sobre questões econômicas e tarifárias e ações para um mercado comum latino-americano. 

Esta informação foi preparada graças à colaboração da Aladi. EFE