Representantes de governos, de organizações internacionais, de associações médicas e de instituições dedicadas à saúde participarão nesta quinta-feira de um fórum virtual informativo sobre os impactos do vírus sincicial respiratório (VSR) na América Latina, onde a doença pediátrica ameaça grupos vulneráveis e sobrecarrega os sistemas de saúde.
Moderado pela renomada jornalista costa-riquenha Glenda Umaña, o evento, que terá uma hora de duração, será realizado através da plataforma Zoom às 13h (pelo horário de Brasília).
Compartilhar informações sobre o VSR
O objetivo deste encontro é compartilhar informações sobre o VSR e conscientizar o público latino-americano sobre as alternativas de prevenção para bebês prematuros, com doenças cardíacas congênitas ou com displasia broncopulmonar.
Entre os palestrantes confirmados estão a ministra da Saúde da Argentina, Carla Vizzotti; o professor de Microbiologia e Saúde Pública da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) Alejandro Cravioto; a diretora do Departamento de Pediatria da Associação Latinoamericana do Tórax (ALAT), Lydiana Avila, e a diretora da Fundação Fiquires, organização colombiana dedicada à fibrose cística e a outras doenças respiratórias, Martha Herrera Olaya.
A apresentação de cada um dos especialistas será seguida por uma mesa-redonda com perguntas e respostas, e as conclusões do encontro serão divulgadas no fim do evento.
O VSR é um vírus comum que afeta principalmente bebês e crianças e geralmente causa sintomas leves semelhantes aos de um resfriado, mas também pode causar infecções mais graves em bebês prematuros, com doenças cardíacas congênitas ou com displasia broncopulmonar.
Os surtos de VSR aumentam durante o inverno e, nas áreas tropicais, isso ocorre durante as épocas chuvosas.
Prevenção
O VSR é a principal causa de internações hospitalares em crianças em todo o mundo.
Dados de organizações internacionais também indicam que 33 milhões de crianças menores de 5 anos de idade são infectadas a cada ano e que aproximadamente 3 milhões delas precisam ser hospitalizadas.
Cerca de 60 mil crianças morrem a cada ano devido ao VSR, a maioria delas em países em desenvolvimento.
Os sintomas do VSR incluem tosse ou sibilo contínuos, falta de ar, febre, respiração agitada, narinas abertas e/ou peito escavado, e cor azulada ao redor da boca e das unhas.
O VSR pode ser transmitido por partículas de saliva expelidas quando uma pessoa doente tosse ou espirra, por contato direto com o vírus – ao tocar uma superfície contaminada – ou quando alguém infectado toca ou beija o rosto de uma criança.
Palivizumab previne o contágio em recém-nascidos
Embora não existam vacinas aprovadas por nenhuma autoridade reguladora, há um medicamento preventivo feito à base de anticorpos monoclonais, o palivizumab, que reduz as taxas de hospitalização de bebês prematuros.
O palivizumab previne o contágio em recém-nascidos que fazem parte de grupos de alto risco, como prematuros, com doenças cardíacas congênitas ou displasia broncopulmonar, reduzindo as taxas de hospitalização em 45% a 55%.
O medicamento é administrado uma vez por mês durante cinco meses, começando antes da época do VSR.
O uso desta droga já foi aprovado até agora em países como Estados Unidos, Canadá, México, Guatemala, Costa Rica, Panamá, República Dominicana, Paraguai, Uruguai, Equador, Peru, Brasil e Colômbia.
De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), a população de maior risco é a dos recém-nascidos e bebês prematuros, especialmente durante os primeiros seis meses de vida.
O vírus também representa um perigo para crianças com doenças pulmonares crônicas, displasia broncopulmonar ou doenças cardíacas congênitas identificadas desde o nascimento, além de crianças com sistemas imunológicos debilitados e com distúrbios neuromusculares.
O evento desta quinta-feira pode ser acompanhado no YouTube através do link: https://youtu.be/VvT_SO4CFsk. EFE