Wingo retoma voos para Caracas e aumenta fluxo aéreo entre Venezuela e Colômbia

A companhia área ‘low cost’ Wingo, que restabeleceu em julho a ponte aérea entre Bogotá e Caracas, aumentará “em breve” e de forma gradual os voos entre a Colômbia e a Venezuela, de acordo com os avanços dos dois países nas discussões sobre a retomada e estreitamento de laços, disse em entrevista à Agência EFE o presidente executivo da empresa colombiana, Eduardo Lombana.

“Acabamos de retomar nossa rota entre Bogotá e Caracas, no dia 25 de julho, com três voos semanais, e esperamos poder chegar, em breve, a várias cidades da Venezuela com novos destinos a partir da Colômbia”, acrescentou.

A ponte aérea da Wingo entre Bogotá e Caracas havia sido suspensa há mais de três anos devido à pandemia de covid-19.

Com a retomada dos voos, a companhia aérea – que faz parte da Copa Holdings, junto com a Copa Airlines Panamá e a Copa Airlines Colômbia –  se tornou a segunda empresa colombiana a retomar as operações para a Venezuela após a emergência global e o restabelecimento das relações entre as duas nações.

“Sabíamos da enorme capacidade e necessidade de atender a ambos os mercados. É muito importante restabelecer esse serviço. Por isso tomamos essa decisão e, neste ano, em particular, esta é uma prioridade para nós”, destacou o executivo.

Desde que Venezuela e Colômbia restabeleceram suas relações, rompidas em fevereiro de 2019, os voos entre Bogotá e Caracas foram retomados pela companhia aérea colombiana Satena, pela Wingo, e pelas companhias aéreas venezuelanas Turpial e Laser, mas o serviço ainda não está disponível de forma diária, cobrindo apenas alguns dias da semana.

Os dois países sul-americanos iniciaram a aproximação há um ano e, desde então, vêm trabalhando para normalizar os laços tradicionalmente marcados por um intenso intercâmbio comercial.

Mas, nesta nova etapa, a Colômbia quer elevar o nível para incluir outros aspectos, como integração, investimento e desenvolvimento transfronteiriço.

 

APOSTA NO MERCADO PANAMENHO .

Ao anunciar a criação da Wingo Panamá na última quarta-feira, Lombana disse à EFE que a nova companhia aérea, certificada para operar no país centro-americano, começará a voar nesta sexta-feira com duas frequências semanais entre a Cidade do Panamá e a cidade de David, no norte do país, na fronteira com a Costa Rica.

“Sabemos que esse é um mercado muito importante para o Panamá e queremos oferecer um produto ‘low cost’ para chegar à cidade de David. Além disso, para a Wingo, é de fundamental importância terminar de consolidar a rede de rotas que oferecemos”, destacou o presidente executivo da companhia aérea.

Nesse sentido, ele afirmou que David “será um dos primeiros destinos da companhia com o certificado de operação do Panamá” e que a empresa está estudando a criação de novas “rotas internacionais com origem no Panamá”.

A Wingo, com certificação colombiana, já opera no Panamá desde 2016 com voos para sete destinos internacionais: Barranquilla, Cartagena, Bogotá, Medellín e Cali, na Colômbia, além de Havana (Cuba) e San José (Costa Rica).

FORTALECIMENTO DE ROTAS.

Lombana também explicou que, nos últimos dois anos, a companhia ‘low cost’ aumentou “200% sua capacidade de assentos” e adicionou “13 novas rotas, que agora somam 36 novos destinos no total”.

Além disso, até 2024, a empresa planeja consolidar as rotas existentes, já que, graças ao “ritmo acelerado dos últimos dois anos”, tem certeza de que os destinos na Colômbia e no Panamá, assim como os internacionais, continuarão a “crescer e a se fortalecer”.

“Agora estamos concentrados em garantir que nossas bases em Bogotá, Medellín e Panamá cresçam solidamente e que (os clientes) tenham um produto confiável”, concluiu. EFE